A vida muda e, com ela, tudo o que compõe o seu cotidiano. Faz parte. Mas nem sempre estamos preparados para todas as mudanças. Dizem até que nunca estaremos preparados para as que são bruscas, de uma hora pra outra, as que nos pegam de surpresa. Mas parece que essas são as mais significantes. De alguma forma te chacoalham. Te tiram o equilíbrio (ou seria melhor da zona de conforto?). Só que não é porque não nos sentimos preparados que deixamos de abraçar uma oportunidade. O frio na barriga, aquela sensação de incerteza, muitas vezes nos empurra pra frente. Lembra da metáfora da vaquinha empurrada pelo monge?
Talvez o momento atual seja resultado de uma vaquinha sendo empurrada, te fazendo movimentar numa tentativa de compreender um pouco da dinâmica do universo. Aliás, entender nada. Nós não entendemos nada. Somos uma poeira nessa imensidão. Mas poderíamos acreditaar que a vida é menos complexa do que pintamos. Devemos sentir o vento e acreditar na intuição de pra onde temos de ir. Se não depende de você a mudança, permita-se ser a mudança. Vou concordar se me disser que é a parte mais difícil. Mas, quer saber? Foda-se. Quem disse que seria fácil?
E o que eu tenho feito ultimamente com muita paciência e dor é isso: ser a mudança. Sei o quanto é difícil. Então não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu quero chegar lá e sei que depende de muitos fatores. Talvez leve um tempo bem maior do que eu gostaria, mas isso também faz parte do pacotão da vida. Nessas horas, paciência e parcimônia. O que é nosso está guardado desde que façamos por onde.
Imaginem essa história... Era um domingo, fim do dia, pensamentos longe vagueando pelas lembranças da caminhada numa praia linda do nordeste. Claro que eles tinham nome, forma, belezura. Só que estavam tão distantes da mão do dito cujo que ele imaginava um tempo muito grande para ficar cara a cara com a felicidade. A vida puxa o tapete, mas também entrega as lâmpadas mágicas... e ela veio ao seu encontro. E veio sem fazer alarde. Veio como uma mudança brusca que te pega de surpresa, fazendo sentir como Hermes e suas asas nos pés. Voaram e voaram. Céu azul. Mar infinito no horizonte. Ele sabia onde queria chegar. Como um mantra, repetia paciência, paciência, paciência...