Eu não tenho essa resposta, cara! Fico me martelando dia após dia com essa mesma questão na cabeça. Já pensei que nós temos o amor que merecemos, que ela não mereça ou que tudo isso faz parte de uma jornada necessária, um tipo de caminho já traçado, cujo objetivo seja nos ensinar alguma coisa. Esse aprendizado seria usado em experiências futuras. Mas a julgar pela contra-lógica que opera o nosso coração, é mais fácil quebrarmos a cara um milhão de vezes e repetir as mesmas reclamações, frustração após frustração. Fazer o que?!
Quem é do amor não consegue virar a chave e se tornar um frio. É como um competidor de salto ornamental passar a frequentar apenas piscinas rasas. Não vai dar liga. Ser metade é para os outros. Nós nos jogamos inteiros nesse abismo sem saber o que está lá em baixo nos aguardando. E ainda curtimos a vista enquanto caímos kamikazes, com beijo no ombro e o escambal. A queda é dura. Quebra-se braços, pernas, cabeça e todas as juntas. No final, juntamos os cacos. E passamos pelas fases de sofrer, arder, colar e recomeçar. Sempre com a promessa de que a próxima vez será diferente. E será mesmo. Com outro nome. Apenas. Não ria quando ouvir por aí que o amor é uma dor. Pode ser que quem disse a frase esteja todo remendado, que nem você agora.
Se faz sentido você compreender tudo isso que eu estou tentando te dizer há tempos, eu não sei. Mas um alto e claro "se liga, mané" pode resumir minha pequena mensagem humilde. Com tudo isso, frustração, não-reconhecimento, descarte etc, você pode ficar puto da vida, querer arrancá-la daí de dentro e nunca mais se envolver com ninguém. Mas essa coisa filhadaputadedanada chamada amor vai fervilhar por um bom tempo. Porque crise mesmo é não amar.
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